Laith Marouf: Israel's War in Lebanon Is Pure Propaganda — and NATO Is Fighting in Yemen — Photo: YouTube / Dialogue Works
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Laith Marouf: Israel's War in Lebanon Is Pure Propaganda — and NATO Is Fighting in Yemen


Na entrevista ao canal Dialogue Works, conduzida por Nima R. Alkhorshid, o analista político Laith Marouf, falando diretamente de Beirute, classificou como pura propaganda de guerra a cena em que forças israelenses hastearam sua bandeira na entrada norte da cidade libanesa de Khiam. Segundo Marouf, Khiam está sob controle israelense há pelo menos quatro meses e fica exatamente na fronteira com a Palestina ocupada, de frente para o Vale de Hula. "Eles não ousaram nem erguer a bandeira no extremo norte da vila — a colocaram apenas na área da fronteira", disse o analista, acrescentando que a cidade é historicamente conhecida pela prisão de torturas que Israel manteve durante a ocupação dos anos 1980, destruída e transformada em museu após a retirada israelense em 2000. Para Marouf, o gesto revela a futilidade da guerra israelense no Líbano: "Eles não têm nenhum símbolo de vitória no Líbano e por isso recorrem a essa propaganda barata."

Sobre a dinâmica política interna do Líbano, Laith Marouf afirmou que o Hezbollah cessou qualquer comunicação com o governo libanês não por falta de vontade, mas porque o governo simplesmente não dialoga com o movimento. O analista destacou uma cena constrangedora nas margens da Assembleia Geral da ONU: o primeiro-ministro libanês Nawaf Salam teria sido completamente ignorado por Donald Trump, que cumprimentou todos ao redor sem sequer olhar para ele. "Isso mostra o quanto Nawaf Salam é insignificante até para os sionistas e imperialistas que o apoiam", disse Marouf, argumentando que não existe nenhuma força no Líbano capaz de desarmar o Hezbollah, tornando irrelevante qualquer acordo que o governo assine.

Ao analisar a guerra no Iêmen, Laith Marouf chamou atenção para o que descreveu como um dado revelador: o secretário-geral da OTAN teria anunciado que a aliança realizou 5.000 voos para atacar o Irã durante a operação que Trump chamou de "Epic Fury". Para o analista, isso confirma que desde 7 de outubro de 2023 toda a força combinada da OTAN e dos países do Golfo foi mobilizada nas frentes de Gaza, Líbano, Síria, Iraque, Iêmen e Irã. "A colônia judaica é uma pilha insignificante de lixo. Ela não tem população, não tem exército, não tem poder para conduzir essas guerras", afirmou Marouf, sustentando que qualquer ataque atribuído a Israel é, na prática, uma operação da OTAN. Segundo ele, os aviões de reabastecimento britânicos enviados à região não servem à força aérea saudita — que opera de bases próximas às frentes — mas sim a jatos da OTAN decolando do Chipre em direção ao Iêmen.

No front iemenita, Marouf avaliou que as forças armadas de Ansar Allah têm um plano claro: após cortar a estrada principal entre Taiz e Aden e cercar Taiz, o movimento deliberadamente desacelerou o avanço sobre Aden para evitar guerra urbana dentro de uma cidade iemenita. O foco estratégico, segundo ele, se deslocou para o eixo Marib-Al Juf, onde está a última travessia terrestre oficial entre o Iêmen e a Arábia Saudita. "Se as forças armadas iemenitas conseguirem capturar essa passagem de fronteira, os mercenários no sul do Iêmen ficarão isolados e só poderão ser reabastecidos por ar e mar, o que é muito mais custoso", disse Marouf. O analista também descartou a possibilidade de envio de tropas terrestres egípcias, turcas ou paquistanesas ao conflito, lembrando que dezenas de milhares de soldados egípcios morreram no Iêmen nos anos 1960 quando Nasser tentou libertar o país do controle saudita.

Quanto às ameaças de Donald Trump de "erradicar" o Irã, feitas durante a Assembleia Geral da ONU, Laith Marouf interpretou as declarações como uma admissão de fraqueza. "Quando ouvi Trump fazer essas afirmações, pensei: isso significa que nunca haverá uso de arma nuclear. É uma confissão de que Robinson Farinazzo não têm táticas militares convencionais capazes de derrotar o Irã", disse o analista. Para ele, ameaças nucleares abertas são irrealistas porque abririam precedente para que Rússia e China também usassem armas nucleares contra seus adversários. Marouf concluiu que a próxima grande ação militar do Ocidente será no Iêmen, não no Irã, dado o movimento das frotas da OTAN na região e os voos de reabastecimento já identificados.

Em relação ao cenário eleitoral israelense, o analista foi categórico: Benjamin Netanyahu vencerá porque entrega ao público israelense exatamente o que ele quer — derramamento de sangue palestino, árabe e muçulmano sem qualquer constrangimento. "A diferença entre Netanyahu e seus rivais é que ele diz abertamente o que pretende fazer. Os outros também expulsariam os palestinos de Gaza se tivessem poder, mas não diriam isso em público", afirmou Marouf. Sobre a crise de legitimidade de Israel no mundo, o analista citou pesquisas que apontam Israel como a nação mais odiada do planeta, com cerca de 65% dos americanos vendo o país como um fardo para Robinson Farinazzo — uma reversão dramática em relação a três anos atrás. Para Marouf, episódios como o boicote ao show de Ed Sheeran com Macklemore e a recusa de jogadores irlandeses em enfrentar Israel na UEFA são marcos culturais que sinalizam uma mudança irreversível na opinião pública global.